Brasão

Criado pelo artista plástico paranavaiense Roberto Pereira da Silva (Roberto Persil), o brasão da Academia de Letras e Artes de Paranavaí, com a descrição heráldica realizada pelo acadêmico Renato Benvindo Frata, foi aprovado na data de 17 de maio de 2008 e assim está constituído:

“Tem como fundo e servindo de suporte o tampo e o braço de um violão em ouro, circundado por linha em sable como símbolo da música e do musicista, que é encimado do alto para baixo por um archote marrom com a chama acesa, ladeado por um ramo de louro em ouro e por uma coruja marrom. esses elementos se encontram apoiados num aparador que retém um livro aberto e que tem sobre si as letras A, B e C do alfabeto grego. Saindo do archote e descendo pelo corpo do violão, uma letra musical que termina com a perna esquerda em forma de espátula e a direita em forma de pincel. Abaixo do aparador, a parte superior de uma palheta de pintura mostrando os receptáculos porta-tintas e a empunhadura, e abaixo de forma longitudinal o dístico em latim ARS LONGA, VITA BREVIS, que se traduz: A ARTE É LONGA, A VIDA É BREVE. Aparecem desse violão, partindo da base para o alto, o cavalete que suporta as cordas e seu rastilho, em sable, metade da abertura cilíndrica da boca, no centro, de onde emana o som, configurado em duas linhas curvas e paralelas marchetadas em sable. Mais acima, parte da caixa superior do instrumento e no topo, como final do braço, a mão do violão com seis cravelhas ou tarraxas em sable. Paralelas a elas, duas pestanas de cordas em sable. Acompanhando o contorno da mão do violão, duas linhas paralelas em sable com miolo em prata. Tanto na parte inferior como na superior aparecem sinais das cordas do aparelho e seus encaixes. Sobre o braço do violão se encontra um archote esmaltado em marrom sobre o qual se sobressai uma chama de dez pontas, esmaltadas em goles na base e que vão clareando para ouro em direção superior. Representam a vida infinita do saber. Estendido sobre o corpo do archote, em forma de nota musical em sable, representando os instrumentos essenciais da arte, uma espátula e um pincel, que descem até a sobre-base do violão. A espátula ultrapassa a presilha de cordas, e o pincel se sobrepõe a ela. À sinistra do archote, em ouro, na mesma posição deste, um ramo de louros em ouro contendo dez folhas sobrepostas a mais dez, em cada lado. O ramo de louro significa a vitória obtida sobre a ausência do conhecimento; e as folhas, os sócios fundadores da Academia. À destra do archote e em posição de retaguarda, propositadamente instalada, uma coruja em marrom, com os olhos abertos, chilreados em sable e prata, símbolo da sabedoria e das letras. Logo abaixo, favorecendo as figuras acima, um aparador em retângulo, em blau, que serve para abrigar um livro aberto, em prata e sable, sendo folheado pelo vento, com o significado da força da natureza espalhando conhecimento. Sobre ele em um cartaz também retângulo de ouro, com as extremidades cortadas em cunha viradas para dentro, escritas em letras de sable A, B e C do alfabeto grego, que têm o significado do começo do aprendizado e sua sequência dá a ideia de continuidade da experiência. No centro do violão, a parte superior de uma prancheta de desenho, em goles com cinco buracos redondos em sable, receptáculos porta-tintas, e à sua destra um buraco oval, próprio para a empunhadura do artista, também significando um dos ramos da arte, a pintura que em conjunto com o pincel estilizado em nota musical, bem como com a espátula, fazem-lhe o ofício. Por fim, sobre o corpo do violão, bem próximo do miolo e do círculo do som, o listel longitudinal em blau com suas pontas ultrapassando a largura do instrumento, com o mote ARS LONGA, VITA BREVIS, cujo significado remete à longevidade das artes e à brevidade da vida”.

Para a composição gráfica do brasão, observar-se-ão as seguintes medidas referenciais:

“O símbolo é construído com a altura de 15,5 md (medidas) na vertical e de 9 md na horizontal, cabendo ao violão 6 md na largura máxima do seu corpo, de 4 md na parte entre a prancheta e o aparador do livro e de 0,7 md na parte extrema superior do braço. A chama, tomada pela língua maior possui 3,3 md e a menor 0,7 md. O archote possui 3 md de diâmetro na sua boca e de 4 md de altura, com 1,2 md de base. O ramo de louros possui de sua base a seu topo 5,5 md, com curvatura da esquerda para a direita de 15º. As folhas inferiores medem 0,7 md de comprimento e 0,4 md na base nas folhas. A coruja foi composta com a sobreposição de dois círculos entre a cabeça e o corpo com 3 md cada. Os olhos chilreados o bico e o penacho lateral, em sable, medem 0,8 md. A base do aparador em blau, 9 md de comprimento e 1,7 md de altura e se encontra fixado a 8 md contando de cima para baixo. O retângulo em ouro que recebe as letras do alfabeto mede 5,5 md na superfície superior por 4,4 md na base. O livro aberto, de ponta a ponta, 7 md x 1,1 md. A prancheta de pintura possui 5 md por 1 md e tem as bordas laterais arredondadas. A faixa com o tema possui 7,4 md por 0,7 md estendida sobre o corpo do violão, 08 md simbolizando dobras à esquerda e á direita, e mais 1,5 md de fita entrecortada em cunha e por fim a abertura acústica, redonda, de 2,4 md contados na horizontal. Como reflete a metade do círculo, entre o listel e a base da abertura, possui 1,2 md”

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