Eleição para o Conselho Estadual de Cultura

O FUTURO DA CULTURA DE NOSSA REGIÃO ESTÁ EM NOSSAS MÃOS!

Pela primeira vez na história, a eleição do Conselho Estadual de Cultura será realizada em Paranavaí e nós temos a chance de eleger DOIS representantes que vão ajudar a definir as políticas culturais do Paraná.

DO QUE SE TRATA?

Eleição do Conselho Estadual de Política Cultural do Paraná, no dia 27 de agosto, das 14h às 17h, na Casa da Cultura.

QUEM SÃO OS CANDIDATOS?

Você vai votar DUAS vezes, pois, são duas urnas.

O candidato da Macrorregional é o músico e compositor JOÃO HENRIQUE e o candidato da área de Patrimônio Cultural Material e Imaterial é o ator e professor MARCOS DA CRUZ.

O QUE É IMPORTANTE?

Qualquer pessoa pode votar!

É preciso ter idade mínima de 16 anos e cadastrar-se, até o dia 11 de agosto, no site da Secretaria de Estado da Cultura.

ATENÇÃO! No primeiro campo, informar como “Área cultural em que deseja votar”, a opção “Patrimônio Cultural Material e Imaterial”, para assim possibilitar o voto no Prof. Marcos da Cruz.

PORQUE TUDO ISSO É IMPORTANTE?

Temos a chance de ter dois representantes da cultura local no Conselho do Estado para participarem na formulação das políticas públicas de cultura, além de deliberarem, fiscalizarem, realizarem propostas para a valorização das manifestações das culturas locais e regionais, emitirem pareceres sobre questões técnicas, dentre outras valiosas atividades.

Participem! A Cultura de Paranavaí depende que cada um faça sua parte.

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Sobre o candidato JOÃO HENRIQUE

Músico, compositor, intérprete e advogado. Participou do movimento Punk, em João Pessoa/PB. Atua como advogado na área administrativa na defesa de servidores públicos de todas as esferas de governo. Como músico compõe e participa de festivais desde 1990, com destaque no FEMUP. Também ministra cursos, como o de “Oratória, Gestos e Posturas”. Foi assessor parlamentar na Câmara Federal dos Deputados e da Assembleia Legislativa do Paraná. Atuou como assessor e ouvidor da Câmara Municipal de Paranavaí.

Sobre o candidato MARCOS DA CRUZ

Professor e ator profissional pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Paraná (SATED). Formado em História pela UNESPAR e Pedagogia pela UNIJALES. É especialista em Pesquisa Educacional. Mestre em Ensino. Doutorando em Educação pela UEM. Trabalhou no Museu Histórico de Paranavaí.

CLIQUE AQUI PARA FAZER SEU CADASTRO

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558 trabalhos de 301 autores

 

A segunda edição do Concurso ALAP “Paranavaí Literária” novamente teve uma expressiva participação.

Foram recebidos 107 haicais, 210 poemas temáticos e 241 microcontos, totalizando 558 trabalhos inscritos, apresentados por 301 autores de 19 Estados e do Distrito Federal.

São Paulo é o Estado com maior número de autores (102), seguido por rio de Janeiro (37), Paraná (36), Minas Gerais (26), Rio Grande do Sul (18), Bahia (11), Ceará (10), Pernambuco (10), Santa Catarina (10), Distrito Federal (7), Espírito Santo (7), Mato Grosso do Sul (6), Pará (5), rio Grande do Norte (4), Alagoas (3), Paraíba (3), Rondônia (3), Amazonas (1), Amapá (1) e Roraima (1).

Durante o mês de agosto, os trabalhos serão analisados pela Comissão Julgadora, e o resultado será divulgado na data de 1º de outubro de 2017, alusivo ao Dia Nacional do Idoso (Lei nº 11.433/2006), conforme item 7.1 do regulamento.

A publicação oficial da seleção será feita no sítio oficial da Academia, no seguinte endereço: alap.org.br/concurso2017

Uma vez publicado o resultado do concurso, o mesmo será divulgado na imprensa local e nas páginas da Academia nas redes sociais.

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Lançamento

«Sentaram num banco de madeira, perto da hora do pôr do sol. Batia um vento fresco tão raro naquele verão, quando ele começou a falar: “o problema não é você…” Era a última vez… Eram as últimas palavras… Era o último abraço. Enquanto ele se explicava, Amanda se perdia nos seus olhos dourados, no movimento da boca, no cabelo loiro todo bagunçado. No cheiro, na voz. Tentando guardar o máximo possível de todos os detalhes para que ela jamais se esquecesse dele. Amanda desejava que aqueles minutos nunca acabassem. Que durasse uma eternidade. Que fosse passado em câmera lenta, cada minuto… minuto a minuto, mil vezes. Pra sempre.

Já quase sufocada segurou no seu rosto e quando encostaram os lábios u no outro, se beijaram profundamente. Não ouvira nenhuma palavra, nenhum adeus, nada daquilo importava a ela. Beijaram-se como no primeiro dia. Sentia o cheiro quente de suor, o gosto doce da boca, o calor próximo dos corpos. Estava entorpecida. Tudo a sua volta evaporou, eram só os dois e aquele momento era eterno. O último beijo. Virou as costas e saiu. Andou o máximo que pode, até que ele não pudesse mais ver sua sombra. Sentou embaixo de uma árvore. Chorou até a lua se erguer».

Trecho de Mundo pós casamento, da escritora paranavaiense Mônica Ferro Mogara (São Paulo : Editora Books and Writers, 1.ed., 2017), lançado nesta tarde de inverno em Paranavaí.

Para adquirir:

Formato eBook no site da Amazon.

Formato impresso no site da editora.

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Poetário – micronarrativas poéticas

Poetário

giuseppe caonetto

Uma foto antiga. Como antigo o porta-retratos e a cômoda-suporte. Riquezas cujo tempo a inundação cuidou de descolorir. Para salvar as lembranças, em versos transpôs dela o estático sorriso. E se fez poeta-retrato.

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Estratégia – micronarrativas poéticas

Estratégia

giuseppe caonetto

Sem dosar a vida, era movido a doses. Mas a abstinência daquele mês valeria o sacrifício, quando concluído o reboco nos muros chapiscados entre o seu barraco e o boteco.

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O que representa uma Academia de Letras e Artes

O QUE REPRESENTA UMA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES

 

Para início desta nossa conversa, fui buscar no sítio da Academia Brasileira de Letras uma definição sobre o que é e o que representa uma Academia de Letras.

Lá encontrei a seguinte sucinta definição:

«A Academia Brasileira de Letras (ABL) é uma instituição cultural inaugurada em 20 de julho de 1897 e sediada no Rio de Janeiro, cujo objetivo é o cultivo da língua e da literatura nacionais».

Na mesma página, há um link que redireciona para o discurso de Machado de Assis, fundador e primeiro Presidente da ABL.

Abro aqui um parêntese para fazer o seguinte comentário: a ABL se define num enunciado de apenas três linhas; tem um estatuto de apenas dez artigos, aprovado em 28 de janeiro de 1897, que permanece inalterado após 120 anos, cujo texto cabe em duas páginas e contém 472 palavras, já incluídos os nomes e cargos dos membros que compuseram a primeira Diretoria; e o discurso inaugural de Machado de Assis são apenas dois parágrafos com 232 palavras.

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Reunião de julho

Aconteceu no dia 8 de julho de 2017, sábado, às 16 horas, na Escola Municipal de Música Luzia Guina Machado, localizada na Avenida Parigot de Souza, 2574, mais uma reunião da Academia de Letras e Artes de Paranavaí.

A reunião contou com a presença de onze acadêmicos que, na primeira parte, ouviram do Presidente da ALAP, José Aparecido Cauneto, pequena palestra sobre o que é e o que representa uma academia de letras e artes, com abordagem a respeito dos movimentos culturais surgidos a partir da Semana da Arte Moderna de 1922, em contraposição aos valores defendidos pelo movimento acadêmico representado pela Academia Brasileira de Letras, fundada em 28 de janeiro de 1897 e instalada em 20 de julho de 1897.

Após a explanação, houve a entrega simbólica do estatuto e do regimento da ALAP aos acadêmicos Renato Frata e Chico Ramos, respectivamente primeiro e segundo presidentes da Academia.

Na sequência, encerrando a reunião, os acadêmicos fizeram a leitura de alguns dos poemas temáticos inscritos no II Concurso ALAP “Paranavaí Literária”, considerados por todos de bom nível.

O Colégio Acadêmico volta a se reunir no dia 5 de agosto de 2017, sábado, no mesmo local, com palestra do Acadêmico Flávio Brandão Silva, titular da cadeira 5, que falará sobre “a abordagem da variação linguística no ensino de Língua Portuguesa em instituições públicas de ensino do Estado do Paraná”, tese a ser defendida na data de 15/08/2017, como requisito para a obtenção do título de doutor perante a Universidade Estadual de Londrina.

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Encontro

Encontro

giuseppe caonetto

Sem maquilagem. Foi assim,
como o Sol que clareia o dia,
seu sorriso se desprendia
como flores no meu jardim.

Com passos lentos. Foi assim,
olhar meigo e os braços abertos,
trazendo chuva em meus desertos,
versos de um poema sem fim.

Não houve um não, apenas sim.
As mãos nas mãos, palavras doces…
Tudo coube num tempo escasso.

E tudo se desfez em mim.
Fui recriado em três abraços
que do céu um anjo me trouxe.

Pvaí, 4.8.2015

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O Olhar Excêntrico

O OLHAR EXCÊNTRICO

André Maciel de Oliveira
profandre.literatura@gmail.com

A excentricidade nos acerca por todos os lados e direções. Nós a encontramos no nosso cotidiano, em rodas de conversas informais, em imagens que somos remetidos, na política, na educação e até no comportamento humano. Atualmente até o ser macho e viril, que jamais se renderia à moda do que é bonito, tem se mostrado mais vaidoso, mais excêntrico. A excentricidade tem levado os mais conservadores a render seus olhares para o novo, para o esquisito que se torna belo. Em nome da excentricidade se realiza sonhos, desejos e até se estimula a ir além do que os próprios pés poderiam levar. É através da excentricidade que nos colocamos em um plano distinto do que nos encontramos, de nossa zona de conforto. Está uma excentricidade, usar esta expressão, tão inovadora no momento. Ser diferente, ser causador de olhares e transfigurações dos reais sentidos é ser excêntrico. É excêntrico negar o que está às claras, no direito de expressão, na opinião pública, na delação e na não confissão. É na excentricidade de ser alvo do que nunca se imaginou ser que as pessoas estão se tornando o que sempre negaram. Assumir-se como se identifica, hoje é natural, porém, há tempos atrás – e não me atrevo a dizer quanto -, seria excêntrico, seria ousado, seria grotesco e até inditoso. A liberdade de expressão se tornou excentricidade. A representatividade da opinião alheia se tornou fácil a quem nos representa, seja na política, na sociedade, na família ou no ambiente de trabalho. Não pretendo excentricamente abusar de sua paciência meu caro leitor, não hoje, até mesmo porque sei se você está efetuando esta leitura é porque de fato de interessou por este texto. Saiba que cada palavra, cada ponto e vírgula deste texto é intrinsicamente elaborado para entreter-lhe e lhe causar as reflexões que estes artigos têm o propósito. Por tempos a temática tem povoado meus pensamentos, entretanto só agora ela se apresentou para esta realização. Continue lendo

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O Espelho do Reino

O Espelho do Reino – História para criança NÃO ler

Renato Benvindo Frata

 

Num tempo e num reino não muito distantes havia um rei tido como usurpador que, não sendo escolhido pelo povo, assumiu o mais alto degrau do poder com auxílio de escaramuças e golpes baixos que derrubaram o reinado da rainha que o antecedia. Usou de falsetes promovidos por asseclas ávidos em nacos de poder; e de tudo o mais que a grande imprensa apregoou como verdade – e que acabou sendo. A rainha que não tinha jogo de cintura, caiu como pata pelas patacoadas que protagonizara, e ele se rodeou ministros, auxiliares e achegados, todos raposas da mais fina pompa e de altura social invejável.

Nesse reino existia um espelho muito especial que retratava tudo na maior perfeição. Era tão grande e eficaz que não só refletia o que lhe punham à frente como fazem os espelhos; mas enxergava, assimilava o que via e armazenava na memória o que se passava à sua volta.

Vaidosos, os raposas ministros da panelinha do rei, os auxiliares do governo que cuidavam das leis e alguns dos achegados que tinham a função de chancelá-las fazendo as valer, volta e meia se postavam de fronte ao espelho para saber se estavam bem disfarçados em boas raposas. Ali eles ajeitavam as cabeleiras, arrumavam algum amassadinho das vestimentas, sorriam gostando da imagem refletida e saíam contentes aos seus destinos, cônscios de que o mundo continuaria cor-de-rosa pelo tempo que o quisessem, pois para eles a imagem refletida dizia a pura verdade e lhes garantia segurança e confiança.

Mas não era isso bem o que acontecia: mal sabiam que aquele espelho escondia um grande segredo e que os retratava garbosos e belos fazendo com que enxergassem apenas as faces rosadas, as bochechas espessas, os sorrisos largos e os grandes e longos olhares de charlatanice que tem qualquer raposa. Por mais que posassem captando detalhes da a Continue lendo

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