Patrono da cadeira 02

Sérgio Rubens Sossélla, poeta paranaense, patrono da cadeira nº 2.

Poeta e magistrado paranaense, Sérgio Rubens Sossélla nasceu em Curitiba no dia 27 de fevereiro de 1942. Filho de João Louresvaldo Sossélla e Anna Zelinda Sossélla, ambos operários. Fez seus estudos preliminares na cidade de Curitiba e formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Atuou como juiz substituto em Jacarezinho, sendo removido por merecimento, respectivamente para as cidades de Pitanga, Ribeirão Claro e Assis Chateaubriand, aposentando-se a pedido, em 1986.

Depois da aposentadoria dedicou-se exclusivamente à literatura, vivendo de maneira excêntrica, entre livros, papéis e pensamentos em sua biblioteca particular, com aproximadamente 15.000 livros catalogados. Morreu em 18 de novembro de 2003, em Paranavaí. Deixou mais de 300 obras publicadas e vários livros inéditos.

Não foi por acaso que o escritor, poeta e crítico literário escolheu Paranavaí para viver suas últimas décadas de vida. Foi o FEMUP – Festival de Música e Poesia de Paranavaí que o trouxe para Paranavaí. Em 1986, Sossélla foi premiado no 20º Femup com o poema Não Norarei Amanhã. Ao buscar seu prêmio, conheceu Rosa Maria, com quem se casou, e por aqui ficou, lendo, escrevendo e nos premiando com a sua poesia.

Escolhido pelo membro fundador José A Cauneto como patrono da cadeira nº 02 da Academia de Letras e Artes de Paranavaí.

Obras de Sossélla:

9 Artigos de Crítica 1962
Apontamentos de Crítica – (1), 1963
Apontamentos de Crítica – (2), 1964
Milton Carneiro e a “Procissão de Eus”, 1965
Sobrepoemas, 1966
Mêne mu e outros poemas, 1967
Verbum, 1968
Cafundó-de-judas, 1969 (2ª. ed., 1984)
Demarcagem, 1970
Quinzena, 1971
Inextemporal, 1972
O Sono de Sir Isaac Newton e o Poeta, 1973
Soma, 1974 (2ª. ed., 1986)
Mãos no rosto, 1975
O último trem para Babilônia, 1976
Não me obriguem, 1976
Rio do meio de cima/rio do meio debaixo, 1977
O braço direito, 1977
Noturno em sol maior, 1977
Crucificações, 1978
Olho mágico, 1978
Cápsula do tempo, 1978
Não-cancelamento da inscrição de compromisso de compra e venda na pendência de argüição de relevante questão federal, 1978
Prazo para o réu requerer intimação de testemunha(s) no procedimento sumaríssimo, 1978
Pronúncia de réu menor de 18 anos com o trânsito em julgado, 1978
Incumulatividade da ação de alimentos com busca e apreensão de menores, 1978
Estabilidade de professor suplementarista em mandado de segu- rança, 1979
O cão e o seu ideólogo, 1979
Interpretação de cláusula testamentária, 1979
O sonho real, 1979
Averbação cancelativa de processo protestativo e contrapro- testativo, 1979
Poemas de Assis Chateaubriand, 1980
Humanidade e resistência, 1980
Novos poemas de Assis Chateaubriand, 1980
Falência. Devedor comerciante. A prova desse requisito cabe ao requerente, com a inicial, 1980
Tatuagens de Nathannaël, 1981
Nora nora, 1981
Silêncio costurando a noite, 1981
A imutação da pronúncia não alcança o poder do juiz para reexaminar a conveniência da soltura do réu, 1981
Ação reclamatória trabalhista. Exceção de incompetência “ratione loci”. Bicomarcidade, 1981
Bazuca,1982
Olhos vermelhos, 1982
Dez poemas para Milton Carneiro, 1982
Un coup d’oeil,1982
O dia de amanhã, 1982
Epístola aos mortos, 1983 (2ª. ed., 1986)
E se a morte sentisse medo da vida?,1983
Os mínimos sonhos,1983
O ventre da baleia é uma pradaria,1983 (2ª. ed, bilíngüe: brasileira – japonesa, 1985)
Signo de peixes,1983
Com a pele dos meus dentes,1984
De louco e de poeta, sóis,1984
Mara 1984
Primeira cartilha para Neuza Maria, 1985
Aqui não é Noa-Noa, 1985
Boa-noite, Sossélla, 1985
Jaques Mário Brand ou as feridas de Filoc¬teto, 1985
Curta-metragem, 1985
Não norarei amanhã, 1985
Depois do vendaval, o vendaval, 1986
Manuscritos do sonho, 1986
Cantares de Elpenor, 1986
Nunca mais outra vez, 1986
Enquanto o dorso do tigre não se completa, 1987
Ao vencedor, as bata¬lhas, 1987
Para a biblioteca de Alexandria, 1987
Sim, ele passou por aqui,1987
No mar, morto, 1987
18 poemas para Milton Carneiro, 1987
O anjo negro, 1987
Don’t Bogart me, 1988
Bom dia, magia, 1988
Infinewton Isaac, 1988
R, 1988
Auto(cine)biografia, 1988
Rosa Maria rosa, 1988
O enterro do sol, 1988
Da aparência da situação jurídica. Aplicação da teoria num caso de bingo não-autorizado. Procedência da ação cominatória obje- tivando o recebimento de automóvel sorteado, 1988
A nova Holanda, 1988
Ninguém volta pra casa, 1989
Vida, carrossel da morte, 1989
Os filmes, mais ou menos, 1989
O espetáculo in¬terrompido, 1990
Para Georg Trakl, tomando café, 1990
Fé nos meus e pé na estrada: desditados, 1990
XXX poemas, 1990
(A)onde está?, 1990
Haicaismos, 1990
A crase sanguínea, 1990
Caprichoso & relaxado, 1990
O galo subterrâneo, 1990
A arte de escrever: uma aula, 1991
Cinevida, 1991
De olhos limpos, 1991
Para uma onto¬logia de Colombo de Sousa, 1991
Relendo o caderno de Douglas (Gauguin) Diegues, 1991
Me escrevendo, 1991
Cabeça, tronco, membros & órgãos anexos, 1991
.22 1991
Heu e outras poesias, 1991
Água limpa, 1991
Rosa, rosae, 1991
De mais a mais, 1992
Mínimas tatuagens, 1992
Para uma ontologia de Carmen Carneiro, 1992
Do comparativo e da contrametáfora na poética de Carmen Carneiro, 1992
Shakespear, 1992
Estudos para um retrato de Van Gogh, 1992
Wilde, o contador de estórias: uma escritura para o imaginário, 1992
K. Metamorfose & Metanóia, 1992
Os olhos e a alma ,1993
Deus sabe o quanto amei, 1993
Livro de Jó, 1993
Sangrada família, 1993
Poema e anti-poema para César Lattes, 1993
Para George S. Patton, Jr., 1993
Inscrição no muro da via pública, 1993
Off sina, 1993
Notação particular, 1993
Flauléç, 1994
O silêncio de Villa-Lobos, 1994
Obra completa, 1994
Vergara/Bergman: eu sou Aladim, 1994
Vou embora, me vou // e agora daqui ninguém me tira, 1994
Da honra extinta serás o meu fantasma, 1994
Fleming, Alexander, 1994
Depois da Guerra no Paraguai, flores de maio, 1994
De Cândido Portinari, 1994
, das músicas também: um labirinto para usar na lapela, 1994
Sérgio Rubens Sossélla ou dois poemas iguais., 1994
Proposições matemáticas, ou tentando demonstrar o que pensava em M. Merleau-Ponty, 1994
Montagem da importância de um desdentado ser para Van Gogh, 1994
Solmmeil, 1994
Ainda resta um adeus, 1994
Édipo (até agora) inédito, 1994
Mapa mundi, 1994
Nas gerais, 1994
O menino da sua mãe ou anchio son pittore, 1994
O poeta é um fingidor, 1994
Primeiro, aquele poema de Rainer Maria Rilke, 1994
A permanente ronda de Courbet, 1994
Para um poema certo e sua margem, mínima de erro, 1994
Pessoana muito pessoal, 1994
De filmes, Zelinda 1994
Eu e mim, 1994
Verso e reverso, 1995
Poemas, 1995
Verdeanas, 1995
Então, um longo e muito longo novo dia surgirá, 1995
Noturnal, 1995
Esperança que, 1995
Felliniando, 1995
Uns olhos ardentes, 1995
Cemi¬térios nos vagares, 1995
Antonio Nobre, 1995
Insights, 1995
Alguns poemas (nem tanto ou quase) para o cachorro louco e filhadaputa do Paulo Leminski, oblata, 1995
Clark Gable, 1995
Pulsações coloridas de Van Gogh, 1995
Nervuras ou ontologia, 1995
Configuras: figurações ,1995
Manu, 1995
Goeldi:, 1995
Os girassóis, Van Gogh, 1995
Os objetivos do poema, todos, 1995
Olhos-fechados, 1995
Nós, gagos de Babel, bab amos versos, Jorge de Lima, 1996
Jorge de Lima, 1996
Feições, teatralmente, 1996
Retratando Manu Bandeira, 1996
Trecho curto de um filme, a seguir, 1996
Vangoghiana, 1996
Emile Zola quando visitou o Colégio Estadual do Paraná, 1996
De santinhos, 1996
Desenhos para Paul Claudel, 1996
Sob/sobre a casa do padrinho, 1996
De uma folha corrida, 1996
De uma folha corrida, 1996
De uma folha corrida, 1996
Opus pus, 1996
Vincent van sol, 1996
Saul Bass, 1996
Ainda escreverei uma enciclopédia, 1996
A literatura que me vive, 1996
XVI etimologias, 1996
XVII etimologias, 1996
XVIII etimologias, 1996
Noites, 1996
O rio no passeio público, 1996
XIX etimologias, 1996
Elogio ao tio Nolte 1996
Poemas vegetais 1996
A poesia brasileira contemporânea 1996
Brazil ou made in Brasil, 1996
Definições neutrinas, 1996
De um filme antigo, 1996
Bem feito pra você, João Cabral de Melo Neto, ex, 1996
30 anos esta noite: poemas de 1966 até aqui, 1996
¿Por onde tem andado, Sossélla?, 1997
Um poema cresce o outro, 1997
Flores, oníricas, líricas, 1997
Um trem é um etc., 1997
Nossa Senhora dos Viajantes, 1997
Cine Curitiba, 1997
Das vegetações de Rousseau, 1997
De Hieronymus Bosch, 1997
Em Hieronymus Bosch, 1997
Vitral, vitrais,1997
Galhos, esqueletos, 1997
Poemas da multidão, chuvada, 1997
Poemas espirituais, 1997
Sossélla de Flaubert, 1997
Copylight, 1997
Nau dos loucos, 1997
Sol e arroz, horizonte, 1997
Tua, 1997
Como se, 1997
A noite antológica, 1997
Poemas de Kaspar Hauser, 1997
Antologia escolar, 1997
Desengenharia leminskiana, 1997
Enquanto é tempo: autobiografia, 1997
Trem, trens: novas etimologias, 1997
Águas meninas, 1997
Pêras, de líquidas, 1998
Fronteira, 1998
Flores, flores, 1998
Escrevendo Milton Carneiro, 1998
Quando gerúndio, 1998
Casimirianas, 1998
Noites estreladas, 1998
Furos no céu: haicais, 1998
Alegria de viver, 1998
Desde Hieronymus Bosch, 1998
Gosto de dizer assim, 1998
Id est isto é, 1998
Imagem e semelhança, 1998
Janela, porta, campainha, 1998
Melhor dizendo, 1998
Ontem, hoje, amanhã, 1998
Vaguem-sóis, 1998
Tábua da noite, 1998
Sim e não, 1998
Depeixes, 1998
Contextos, 1998
Obra incompleta, 1998
Pedras vivas, 1998
Na praia de ninguém, 1998
Tipo histérico, 1998
Mesmo e mesmo e mesmo, 1998
O olhar, no primeiro dia da criação, 1998
Os elefantes vão para o céu, 1999
Gauguins, 1999
Vincent Van Gogh, 1999
Quanto Hieronymus Bosch, 1999
Um arquivo particular, 1999
Sol levante, 1999
Nunca vi Bosch, Hieronymus, no cinema, 1999
Tudo bem no ano que vem, 1999
Porque Hieronymus Bosch, 1999
A noite versicular, 1999
Parágrafos, fragmentos, 2000
Mina, 2000
Poemas novos, 2000
Entreato, 2000
Poeta de casa ardendo, 2000
Algumas frases que desenhei me lembrando da bíblia ilustrada pelo Orson Welles, 2000
E se escrevi o que escrevi, escrevi, 2000
Nervuras da noite interior, 2000
De consumo, 2000
Que tal é a marca, 2000
Diário, 2000
Horizontal vertical, 2000
A polônia, a Polônia, 2000
A noite maior, 2000
Corolas carolas, 2000
Ou pessoalmente, 2000
Lugar ex, 2000
Milton Carneiro, 2000
Um livro de poemas, dois, 2000
Quando os anjos acordam, 2000
Nova cápsula do tempo, 2000
Esquecida fonte, 2000
¿A troco do quê?, 2000
Poemas: 50, 2000
Livro de imagens, 2000
Escrita fina, 2000
Memória de Hieronymus Bosch, 2000
Tentações de Hieronymus Bosch, 2000
Papel do Japão, 2000
Teorias de anjos, 2000
Ave, Maria, 2001
Para Ronald de Carvalho, 2001
Água, 2001
Papel da Holanda, 2001
Cuidado com os assemelhados, 2001
Papel da China, 2001
O longo caminho de volta, 2001
Olhos proibidos, 2001
Paul Claudel no deserto, 2001
Hieronymus Bosch depois, 2001
Velha lua nova, 2001
Campo de concentração, 2001
Quando um homem é homem, 2001
Você vai ver só, uma coisa, Sophia Loren, 2001
Está chegando a hora ,2001
O sangue da terra ,2001
Matéria de Hieronymus Bosch, 2001
O sapo, de costas, 2001
Luas, duas, 2001
¿Hieronymus? Bosch, 2001
Na terra de ninguém ,2001
Puta sorte, poesia ,2001
Um toque de classe, 2001
Máximo divisor comum, 2001
Cavalo marinho, 2001
Sob medida, 2001
¿Qual é a rima, Sossélla?, 2001
Luares, 2001
A nova poesia brasileira, 2001
Um súbito enfoque, 2001
Nas ilhas, das ilhas, 2001
Surreais, 2001
Limite, 2001
Tão longa ausência, próxima, 2001
Eu, por exemplo, 2001
Tocata em sol e fuga, 2001
À noite sonhamos outros filmes, 2001
Ruptura, 2001
Nem aqui nem na China, 2001
Obras completas, 2001
Os seres, 2001
Um lápis numa ilha, 2002
Para uma teoria (pura) dos objetos, 2002
Para uma nova teoria (pura) dos objetos, 2002
Segundo diário, 2002
Terceiro diário, 2002
Quarto diário, 2002
Poemas esquimós, 2002
Rousseau, transes, 2002
O melhor da festa, Hieronymus Bosch, 2002
Psicanálise do trem, 2002
Linhas de produção, 2002
Kaspar alter, 2003
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Mãos sujas sobre a cidade
Mobyloil
Artaud loucar

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